segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Justiceiro negro.




Ele vive em mim
E me queima por dentro.
Estou alimentando o meu próprio inferno.
Ele vive em mim
Na ausência do sentimento.
E não a nada que o tire daqui de dentro.

Por mais que eu queira
Por mais que eu tente.
Ele nunca vai embora

E ataca de repente.
Me abandone
E deixa com que eu enlouqueça.
Ele vive em mim
O demônio adormece
Em minha cabeça.


Ele vive em mim
E me domina
Toma conta de mim
Quando há frustração á vista.
Já tentei dete-lo.
Já tentei mudar.
Mais eis que fico cego
Enquanto ele ataca.


Ele quer ver sangue
Ele quer justiça
Ele me domina
Quando há frustração a vista.
O mal vive nele
E ele vive em mim.
Mas quão grande é a culpa
De eu agir assim?

Ele quer ver sangue
Ele quer justiça
Ele luta por mim
Ele a dor ameniza.
Ele é o bem e o mal.
Que adormece em mim.
Ele é fatal
E me vingara até o fim.


Por mais que eu queira
Por mais que eu tente
Ele reina em mim
E faz me inconseqüente.
Já tentei dete-lo
Já tentei mudar.
Mais isso foge do meu alcance
Não há o que o faça parar.

Ele quer ver justiça
Ele quer me vingar.
Ele age sem um porque
Ele tende a machucar
Ele tende a fazer gemer
Todos aqueles que me frustrar.

Ele é o meu ódio
Minha dor, minha frustração
O monstro que alimento
Internamente, trancafiado em meu coração.

Quando ele age
Eu não me conheço
Machuco aos que me cercam
E machuco a mim mesmo.
Quando volto a mim
A todos peço perdão
Mais os infelizes
Não tem conhecimento
De que isso vai além da razão.

Não é embriaguez
Não é mera idiotisse
É o demônio
Que dorme em mim.
O justiceiro negro
Que eu tanto disse.

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