segunda-feira, 7 de junho de 2010

Vagando pela vida


Perdida em casa,

eu nunca me senti tão sozinha

e tão deslocada.

Não em um lugar, que a chamar de Lar,

eu ousava.

Não se encontra um coração lá,

não vivo e a bater.

Somente uma pedra fria

com qual a tenho que que conviver

porque estou completamente vazia.


Físicamente cercada.

Estes corpos não me valem nada

Não me fazem sentir ou tampouco amar.

Ajudam me apenas a perceber

que para matéria organica egocentrica

eu também não significo nada.

Apenas mais uma alma

cuja a presença não é vista

Tampouco sentida.


Mas eu estou a procura da alma

e sinto me humanamente fraca

e sem objetivo algum..

Sem saber o que esperar..

Sem saber o que procurar

se a final de cada novo dia

eu novamente não tenho encontrado nada.

Só frio, o vazio...


Este vazio que me habita

me cega, esfria e mata.

Perde-se o valor as pequenas coisas

que a pouco eu amava.

É tudo tão superfluo...

e sem valor algum.

Cego na neblina do pensamento,

lembro que sou apenas mais um.

Só mais um que está sozinho

entre a multidão.

Só mais um que procura

algo que habite o coração


Apenas uma alma triste e vagante

que queria ser notada.

Que queria ser preenchida,

todo dia embebedada

da mais pura e genuina felicidade.

E que pudesse gozar de amigos

e não de uma vida solitária.


Nunca querendo desmerecer

as almas que comigo andas.

Se há em meu semblante, um sorriso talvez

É graças a esses fios de esperança

que tentam aquescer os meus dias.

E apesar de toda a solidão e melancolia

é as essas almas, amigas de jornada

que eu devo grande parte

da minha pequena e autoritária alegria.


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