
Perdida em casa,
eu nunca me senti tão sozinha
e tão deslocada.
Não em um lugar, que a chamar de Lar,
eu ousava.
Não se encontra um coração lá,
não vivo e a bater.
Somente uma pedra fria
com qual a tenho que que conviver
porque estou completamente vazia.
Físicamente cercada.
Estes corpos não me valem nada
Não me fazem sentir ou tampouco amar.
Ajudam me apenas a perceber
que para matéria organica egocentrica
eu também não significo nada.
Apenas mais uma alma
cuja a presença não é vista
Tampouco sentida.
Mas eu estou a procura da alma
e sinto me humanamente fraca
e sem objetivo algum..
Sem saber o que esperar..
Sem saber o que procurar
se a final de cada novo dia
eu novamente não tenho encontrado nada.
Só frio, o vazio...
Este vazio que me habita
me cega, esfria e mata.
Perde-se o valor as pequenas coisas
que a pouco eu amava.
É tudo tão superfluo...
e sem valor algum.
Cego na neblina do pensamento,
lembro que sou apenas mais um.
Só mais um que está sozinho
entre a multidão.
Só mais um que procura
algo que habite o coração
Apenas uma alma triste e vagante
que queria ser notada.
Que queria ser preenchida,
todo dia embebedada
da mais pura e genuina felicidade.
E que pudesse gozar de amigos
e não de uma vida solitária.
Nunca querendo desmerecer
as almas que comigo andas.
Se há em meu semblante, um sorriso talvez
É graças a esses fios de esperança
que tentam aquescer os meus dias.
E apesar de toda a solidão e melancolia
é as essas almas, amigas de jornada
que eu devo grande parte
da minha pequena e autoritária alegria.
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